23.03.2022 Mensagem pelos Espíritos Raquel e Sophia
Salve, filhos e filhas. Que, porventura, neste recinto sagrado, Portal da Vivificação – Pleito Ecumênico da Verdade – possamos nos reunir o suficiente onde a escala e os chamados de todas as partes serão em grande parte interrompidos. Está sendo assim e teremos a nossa presença de volta. O que pode comprovar isso é algo inusitado; nada que possa estar na capacidade que temos de ter atenção de trabalhar, de fazer o possível; nada disso acontece por natureza, os esforços não são necessários, apenas a estadia da presença por si só se apresenta entre nós sem nenhum esforço. Isso quer dizer, filhos e filhas, seres viventes encarnados neste orbe e muitos milhares de seres viventes da natureza humana desencarnados neste orbe que a natureza real nossa é o desencarne, não o encarne.
Temos uma fonte de realidade, a fonte da nossa casa, da instância de nossa vida, do desencarne, todo o feitio para aqueles que estão desencarnados, mas todos poderiam dizer assim: mas, ora, conhecendo toda a literatura dos espíritos desta terra, lá, naquelas literaturas está escrito que muitos perambulam, muitos estão no escuro, muitos estão na luz, muitos isto, muitos aquilo. Sim, mas é a verdade. Temos a capacidade da natureza humana e daquilo que incide por nós de criar a circunstância de estar encarnado nesta terra. Estar encarnado nesta terra quer dizer que temos a exatidão geográfica, histórica, matemática, temos a alcance de todos nós nisso, o alcance que for, mesmo que seja difícil, mesmo que seja impossível, sabemos o diagrama, absoluto e total existencial de onde estamos. Então, podemos ter línguas distintas, podemos estar em outros países, podemos estar no Leste e no Oeste, no Norte ou no Sul, mas temos contato e sabemos onde é. Se temos competência para ir é outra coisa, mas naquilo que trazemos agora na competência da estadia da natureza humana, que está em muitas partes, mas o geográfico é interrompido, o histórico é interrompido e estamos exatamente onde precisamos estar.
Essas estadias todas têm um mundo próprio e particular em total consistência do que significa a nossa natureza em solo, em alimentos, em luz ou escuridão; na capacidade que temos naturalmente temos da natureza humana de efetivar, intencionar e tudo demais que todos sabem aqui. A contingência de estarmos encarnados, é muito curta, mas o suficiente para sermos testados; reencontramos seres que há muito não reencontramos. Seremos testados na capacidade que temos e na emoção que temos perante isso: sermos testados e vamos levar toda a nossa intenção e toda a nossa capacidade total para engendrar algo que atrapalhe o caminho de nossos semelhantes; por apenas isso.
Estamos em um lugar onde todos se aproximam da mesma maneira e forma e estavam distintos, longínquos e estavam onde não poderíamos ou queríamos estar, para manifestar a nossa cólera ou a nossa amorosidade, o nosso reencontro e a possibilidade desse reencontro vigorar depois e desse reencontro possam gerar outros reencontros e desses reencontros que geram reencontros; existe um plano de vida e todos moram lá.
Esta atmosfera que aqui reinamos recorda para todos vós que âmbito há em nossa intenção de harmonia ou desarmonia, de cólera ou de reencontro, sendo que este efetivo de vosso semelhante antes de aqui estar poderia estar em distintos planos, mas queríamos reencontrar; de que maneira poderíamos reencontrar?
Existem bilhões de seres encarnados rapidamente indo e vindo, mas quantos haveria de ter esta terra? Não importa. Sabeis quantos quatrilhões ou quintilhões existem no solo em apenas um pedacinho? Sabeis todos vós, de que tamanho é o solo da criação? De que tamanho se pudéssemos ser apenas um minúsculo do minúsculo de um agente da vida do solo ou do ar e que pudesse ter quatrilhões, quintilhões, sextilhões? O plano de vida não é mensurado em km2 neste orbe, é mensurado em uma multiplicidade de planos da vida que cabe o que quiser e neste plano não cabe! Parece que neste plano estamos no efetivo daquilo que pode ser. Não há limite no plano de vida existencial, cria-se por fim e está se criando infinitamente. Mas, não por acaso ou por acaso estamos aqui e todos vós em presença aqui neste solo, neste assento; estamos em presença. Isso significa que temos a impressão de que não estamos a sós, temos a impressão de podermos alcançar qualquer coisa em todo o gênero deste plano da vida de estar encarnados. Quem poderia dizer que esta graça, este fenômeno, este milagre que todos nós somos está relacionado a muitos e muitos planos e somos os efeitos desses? Apenas temos algo muito parecido: um corpo físico tocável, que está na equação do tempo, está em toda a equação de toda a ciência; temos um ponto estacionado em algum lugar de visibilidade máxima como encarnados; mas, aquilo que tratam como subjetivo, não objetivo nos alcança de todas as partes, aquilo que podemos entender que estamos tão próximos de nossos semelhantes, talvez não seja tão assim. Talvez estejamos tão distintos e tão longínquo daquilo que está mais próximo e outro também e criamos nesse plano da nossa atenção, no plano imaginário ou no plano que nós temos como natureza humana, que estamos próximos.
Recordai todos vós agora, todos aqueles que estão bem próximos, o quanto estão próximos? E se cada um que aqui em aparência está bem próximo, estiver numa ligação desses planos e lá for o lugar de origem e estiver sob influência desses sob todos os aspectos e aquele que está bem próximo também em outro plano, que só estão próximos, já que estão encarnados; estão muito distantes e distintos, tocamos a impossibilidade, a possibilidade e a relatividade disso. Isso é encantador.
Quando em presença podemos ter um golpe em algum lugar de nós que estamos no pleno mistério, não sabemos se estamos de ponta cabeça no gênero da natureza deste orbe ou se estamos com a cabeça para cima. Estamos no meandro de todo este mistério inconcebível. Sabeis o que praticamos em vida? O que queremos e o que facilitamos; é o concebível que cabe dentro de nós e que entendemos disso; isso chama-se escuridão. Então, o que é luz? É quando algo revela em nós que nós somos um milagre, não somos um agrupamento externo que reverenciamos dia e noite e sempre apresentamos para o nosso próximo; somos o próximo maior do que o próximo e temos indicações para esse próximo e talvez outro próximo também assim se refira e assim por diante. Então, somos um amálgama próprio, dissidente do Criador que vai se tornando maior e mais dissidente do Criador e da criação ou estamos retornando para a propriedade de uma amálgama que está dentro da proximidade daquilo que está mais claro. Não o claro que entendemos que seja claro; o claro que é claro, a luz que é luz.
A propriedade deste Portal da Vivificação – Pleito Ecumênico da Verdade – está apenas neste intento: estarmos revelados de que ponto estamos. Se estivéssemos perdidos em qualquer área desta terra e estivéssemos revelados de onde estamos, pronto, estamos revelados que estamos muito distantes do litoral, então, estamos indo para o Oeste; estamos muito próximos caminhando para o litoral, estamos a leste; se caminhamos para o Equador estamos ao Norte; sabemos exatamente onde estamos. Se sabemos onde estamos podemos traçar uma direção e um sentido, mas se estamos perdidos e encontramos outros perdidos, reencontramos com todos eles perdidos e fazemos uma vila de perdidos. Não importa mais se estamos perdidos e nos acostumamos a estar perdidos e todos também. Então, que tal algo como seres excepcionais de uma claridade imensa que vieram para esta terra e disseram: precisais estar revelados de onde estais, como estais. Mas, nós nos acostumamos a estar perdidos e fizemos as nossas casas nos perdidos, construímos lares, efetivamos tudo no perdido.
Como haveríamos de querer que algo não inusitado nos trouxesse onde é nossa origem? Mas, aí passaria por nós: “Vou deixar tudo isso para ir a origem que passei algumas centenas de anos fazendo e realizando esta obra?”. Ficamos em dúvida se queremos a verdade ou se queremos manter aquilo que entendemos e que pode ser um grande engano reunido coletivamente e que não nos importa mais a origem. Onde estivemos que nos perdemos? E se onde estivemos for infinitamente mais iluminado que onde estamos perdidos e nos agrupamos?
Este é um intento do Portal da Vivificação: agrupamentos de perdidos que perdem toda a noção da originalidade, da origem de onde vieram para estar perdidos. Qual a pátria original, qual a família original, quais os seres originais que fizeram parte da nossa originalidade? Não importa mais, agora temos um efetivo e ficamos guardiões daquilo e tratamos assim: não nos importa a verdade, importa que não abandono o meu lar e não abandono aqueles que estão próximos e o benefício que um pelo outro traz, não abandono.
O Portal da Vivificação traz apenas isso: a revelação.
A revelação diz que neste agrupamento de perdidos algo em nós tem a certeza de algo, preciso saber de algo: qual a minha origem?
Nesta querência grande algo sem sobreaviso se aproxima: quereis? Quero. Então segui-me. Já Ouvistes isso. Quereis? Segui-me que mostro o caminho. Não, não quero, estou muito feliz e muito satisfeito aqui, eu comprei terras aqui, eu edifiquei aqui; tenho no cartório desse mundo que está aqui, é meu.
Filhos e filhas, nesta presença entre nós é possível tratar do intento deste Portal da Vivificação, um pórtico da vivificação, quer dizer que para termos o ímpeto sagrado e querer retornar precisa ver uma vivificação; quer dizer vivificação porque o contraponto é a mortificação, que tudo o que retira de nós ficamos mortificados e não temos a vivificação suficiente para ter aquele ímpeto de lá no fundo da alma assim tratar: Eu quero saber a minha origem. Então, mortificados, em atenção múltipla e coletiva, ficamos anestesiados, bem anestesiados, mas aí nós temos todas as justificativas para tal. Tendo todas as justificadas e nos santificando bastante – justificativas e santificação – nos afastamos mais da origem. Sabeis o que nos tornamos? Justificativas. Justificativas nunca estão no ato e no fato do que é real; uma justificativa leva a outra; aquilo que podemos não ter o assertivo o externo tem que dar e se, por acaso, formos golpeados por algo ficamos santificados, porque temos motivo para estar porque no santificamos; motivos múltiplos; perdemos a fonte do real, mas nossos vizinhos também, nossa família também, nossos filhos também. Estamos cercados de uma realidade que não é realidade.
Se nos acercamos de alguém que justifica igualzinho a que justificamos, ele é o mais próximo que temos; podemos dizer que temos uma afeição, porque ele tem a mesma justificativa de vida, de circunstância. Se encontramos alguém em que a justificativa não é a mesma retiramo-nos e aquilo que pode ser afetivo não fica mais afetivo; queremos reciprocidade de justificativas constante.
Sabei, um número bem definido de encarnados que estão aqui, em princípio e fundamento são seres espirituais da natureza humana, transeuntes nesta terra; também tem aqui muitos alguns milhares de uma visibilidade imensa que nós realizamos nesta obra. Todos nós e todos estes milhares que aqui estão são do mesmo efetivo que nós, apenas em circunstância distintas. Se houvesse o contrário de disposição, se estivessem todos lá e eles estivessem aqui, teriam a mesma distinção de como estariam lá? Será que é mesmo? Se nós temos uma incapacidade de estar e de tocar lá, eles também têm. Sabei todos vós o porquê é imerecido, já que no plano divino, se tocássemos no merecido e no imerecido com todas as nossas justificativas, estaríamos falando sozinhos por centenas de anos. Existe o divino em nós que caminha no plano divino e só assim podemos saber.
Há um rito entre nós sempre, estamos aprofundando e entre todos nós, seres que se manifestam aqui através deste cavalo, formatamos nesta terra o que vai estar formatado: os ritos fundamentais. Um dos princípios de tudo que tratamos, vai ser tratado de muitas maneiras, mas o fundamento é esse do Portal; não tem um quesito que poderão trazer para todos mais um conhecimento. Isso não é um conhecimento, é um caminho para a revelação. Parece que muitas vezes acumulamos e vamos acumulando conhecimento sem fim. Não estamos aqui para acumulardes conhecimento, mas terdes a oportunidade de estardes revelados de onde estais perdidos agrupados.
Um dos ritos, que são muito recentes, é em primeiríssimo lugar aquilo que tratamos: a presença. Recordando mais uma vez, só é possível quando os fios do mundo param de nos chamar e entramos no estado de presença por natureza. Não adianta ajoelhar, meditar, rezar dia e noite, porque os fios não param, comem a possibilidade em nós de estarmos em presença. Quer dizer que a revelação disso não implica em dar tarefas, implica estar em um lugar que dá a capacidade de estarmos presentes e depois a revelação lá fora tirou a presença. “Cadê a minha presença?”. Tirou.
Quando estamos presentes, sabeis do que tanto tomamos conta lá fora dia e noite que tira a nossa presença e fica impraticável, insolente, cansativo e precisamos ter muito lucro externo para valer a pena o cansaço que dá? Somos chamados constantemente, tira a presença, mas o fundamento aqui é demonstrar isso: uma presença, sem esforço, por natureza. Com isso vem algo muito intrigante: o descanso que é impossível entre tantos laços externos.
Neste descanso que passamos, sabemos que muitos descansam mesmo; recolhem-se e saem da consciência natural, mas a consciência verdadeira fica: Que gratidão por este descanso! Estava precisando tanto descansar, desliguei todos os aparelhos, tudo que poderia ter intercâmbio com qualquer coisa, tirei da tomada. Os chamados incessantes não param e o cansaço vem.
Em descanso incorre que ficamos gratos, já que quando temos um descanso de um cansaço que não termina, ficamos muito gratos; quando temos uma gratidão, dentro da natureza humana que corresponde algo próximo ao original mesmo, sabeis o que acontece? Entramos em oração porque algo em nós sabe que somos gerados, criados e mantidos pelo plano divino que na Umbanda Sagrada tratamos de Olorum ou podemos tratar de Deus Todo Poderoso, ou podemos tratar como quisermos, mas olhamos para cima. Nenhum ser nesta terra tem esse rito. Esse é o limite de que podeis descansar, no limite que sois gratos por natureza, tudo junto e fim, estais no ápice, não tem fios e fios, estais em presença, mas não olhais para cima. Quer dizer que para cima que olhais está na própria natureza do plano divino em ação em uma árvore, em qualquer ser desta terra, mas só a natureza humana olha para cima, porque aconteceu uma ruptura em algum molde, em algum tempo que levou como uma avalanche a capacidade que uma árvore tem e o que temos unicamente é retornar a algo que perdemos.
Quando perdemos algo não descansamos mais, não somos mais gratos, somos gratos por nossos interesses e perdemos a presença, a oração natural desapareceu, mas fica comportamental. Poderia dizer que marcar um horário que possais orar, sabeis como ides orar? Então, tentai.
Quando estamos em presença, em descanso, em gratidão e oração desaparecem os grandões e os pequenos, estamos em uma relação direta em que somos espíritos, que temos dons específicos para tal; temos a capacidade do que é benévolo ou malévolo, capacidade inacreditável.
Há algo, para encerrarmos aqui, este algo só acontece quando temos um pouquinho os pés no que chamamos de Quinto Elemento. Quinto Elemento quer dizer que dos Quatros Elementos fundamentais existe um Quinto Elemento que nenhum exercício laboratorial poderia dizer: uma paz viva e ativa; não a paz que entendemos lá fora; algo que nos dá tudo.
Se estivermos em presença e seres especiais para cada um de vós, porque cada um tem, quiser entregar algo que é só para vós, é a hora chegada, podeis recepcionar. Temos uma multiplicidade de bocas necessitadas em nós, então, quando chega estamos em presença e o que vem para nós recebemos por natureza, sem uma petição, sem nada. Se é chegada a hora, muita coisa mudará, muitos efeitos desaparecerão; repetindo, todos nós, como um rito, não porque há algo caridoso aqui que é bem grandão e vós todos bem pequenos, igualmente recepcionamos, porque é de direito. No quadrante disso estão todos estes seres aqui aos milhares e todos estão recepcionando. Muitos desses muito próximos estarão aqui bem pequenininhos, depois crescerão; ficarão grandes como todos vós e serão testados como todos vós e todos nós.
Está disponível para todos vós a leitura do que tratamos, procurai-a e quando estiver e todos os laços por toda a volta e quando lerdes, quando estiverdes lendo com atenção mínima que possa ser o máximo que puderdes de atenção; vereis a diferença de aqui estarmos da mesma leitura lá fora e tereis uma revelação: “Meu Deus, meu Pai, Olorum, o que tira isso de mim?”.
Salve, filhos e filhas! Com muita calma onde quiserdes permanecer permanecei e quando abrir aquele portão, sabei, foi uma permissão dentro da lei e de seres especiais que deram essa petição para isso que vivemos aqui.
Salve, filhos e filhas! Que possam estar presentes aqueles que por natureza desta Ordem estão indicados.
