Portal da Vivificação
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02.03.2022 Mensagem pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo

Boa ventura mais uma vez entre nós, partícipes desta vida, todos vós e todos nós aqui. Boa ventura para nós também que manifestamos este desígnio em espírito de manifestar e na estância disso damos o nosso depoimento de que, espíritos como vós e como nós, trazem consigo a mesma querência, a mesma estadia e, no interior desta estadia nossa, no interior deste Portal da Vivificação – Pleito Ecumênico da Verdade – sabei todos vós, saibamos todos nós, sendo trazido assim no critério aqui, no interior deste Portal da Vivificação, não apenas são comandos externos em ação em tanto e tantos atributos, sois o atributo maior de que vamos recordar sempre a soberania, a inteligência, o quesito de estardes viventes em circunstâncias tão admiráveis, tão belas e milagrosas e tantas vezes, porventura, tudo isso fica um grande encargo.

Vamos elucidar para todos neste contágio entre nós, naquilo que este Portal da Vivificação por capacidade, por algo tão inusitado, consegue trazer: um muro em que de todo o mundo lá fora traz poucos chamados para nós; aqueles que são intermitentes e a que estamos acostumados. Tratamos disso como uma retenção daquilo que adentra em nós da potência divina; ora, é um quesito não tratado a potência divina em nós. Dificilmente é tratado isso; diríamos que é a potência nossa neste mundo. Em uma multiplicidade de potência nós reinamos, cada um naquilo que pode atender de si mesmo e do nosso próximo. A potência, recordando, divina em nós, só há a possibilidade da existência da vida em manifesto se a potência divina em nós o fizer, como sempre faz.

Sempre trazemos essa potência divina no diminutivo. Que tal tratarmos dessa potência divina no superlativo, no interior desta retenção que aqui está e que reina, que sabereis todos vós por uma natureza tão absolutamente simples que não compreendeis e não sabeis mais desse simples? Eis que aqui está!

Filhos, irmãos desta vida por excelência, neste aqueduto por excelência daquilo que nos faz e nos mantém, nos sustenta, nos equilibra, a sustentabilidade em nós está no tamanho do equilíbrio com que podemos caminhar, mas poder caminhar é um atributo tão banalizado neste mundo e quando não podemos caminhar, entendemos que caminhar é gigantesco.

Poderíamos aqui por horas tratar do quanto estamos esquecidos desse superlativo: piscar os olhos, tem algo encantador que nos faz ter fome, tem algo encantador que nos faz inspirar e expirar; algo encantador, enfim, que está por nós e entendemos no diminutivo; manifestamos isso no diminutivo. Sabeis o que esse Portal da Vivificação traz disso? Significa que todos ficamos diminutivos neste grande comando externo onde somos coletivos. A exterioridade disso nos faz coletivos. Temos tudo em coletividade. Isso faz o diminutivo, já que por excelência esta potência divina em nós está esquecida neste coletivo; essa se subdivide tanto que ficamos com a menor parte, bem pequenininha. Essa menor parte, bem pequenininha, diz respeito que aquilo que poderia estar superlativo ficou diminutivo, em qualquer circunstância desta vida, onde se manifesta nesta terra; por tudo aquilo que faz a sobrevivência, por tudo aquilo que estamos atendendo a sobrevivência, até a capacidade de sobreviver, de se alimentar, de multiplicar aquilo que nos alimenta do tamanho inimaginável e da proeza mais inimaginável ainda: todos os nossos olhos, nossa atenção, todos os atributos que estão manifestados para esta potência divina fazem ficar grande aquilo que em nós prolifera que é grande e que nos torna brilhantes em sermos grandes, principalmente, em detrimento daquilo que é pequeno e ficamos grandes em detrimento daquilo que é pequeno em todas as áreas possíveis.

Nesses comandos ou formatamos nesse coletivo ou ficamos devedores. Para cada um de vós que estais aqui, naquilo que formatamos de nós para nós dia por dia, dia por noite, onde tornamos a potência divina em nós em diminutivo e ficamos superlativos perante algo, quando ficamos superlativos perante algo passamos a potência divina para o que entendemos dessa e ficamos um pouquinho da potência divina; quer dizer que além de recebermos absolutamente tudo, ainda pegamos o que é possível e alimentamos essa proeza de nos agigantarmos. Quando nos agigantamos temos por nós todos os indícios e ficamos maiores ainda, indicamos direções, protelamos e aí a potência divina em nós onde está? Então, ficamos um tipo de deus. Como poderemos estar um tipo de deus, sendo que o Pai gera e sustenta até essa capacidade, porque por nós mesmos somos a capacidade de nada, apenas de poder estar recepcionando tudo.

Sabei todos vós, filhos viventes: emancipai-vos; isso é o que proclama o Cristo e onde está o princípio do retorno da nossa origem. Proclamai em vós menos e aquilo que proclama por vós será mais, será maior.

O que proclama por vós sabe exatamente o vosso trajeto, o vosso destino e no que proclamamos por nós podemos estar enganados mil vezes, mas podemos entender e justificar esses enganos do modo que quisermos. Mais do que tornar menor esse superlativo, nós o ignoramos; a potência de Deus em nós totalmente ignorada.

Dentro desses enganos, ignorando isso, podemos ter uma multiplicidade de trajetos. Essa multiplicidade de trajetos combina com outros trajetos, formamos comunidades de trajetos e talvez comunidades de grandes enganos e essa fenece.

Enquanto deste esquecimento que trazemos, do que tratamos como esquecimento, algo esquece profundamente o que torna inexistente a potência de Deus em nós.

Isso não é artifício, este Portal da Vivificação tende a trazer: vivificar o que está mortificado em esquecimento, trazer de volta, vivificar o suficiente neste recinto para que possamos ter uma revelação de que tamanho estamos esquecidos da potência de Deus em nós.

Acreditamos em nós como potência e somos tão espertos nisso, tão absolutamente espertos que a capacidade de nos perder é infindável. Quando nos perdemos, nos abastecemos no interior desta coletividade do que ela possa nos dar e oferecer, que é uma imensidade em cada esquina. Então, cada tropeço em engano tem um produto que vai abastecê-lo e sustentá-lo. Se o engano multiplicar, haverá produtos para que aquele engano tenha alívio e que a dor daquele engano tenha a menor dor possível e assim por diante. Em todas as partes deste mundo externo onde habitais, em cada esquina, tem todos os medicamentos possíveis.

No grande ultraje que temos deste grande esquecimento onde nos proclamamos maiores do que tudo e, por acaso, podemos estar enganados, os tropeços são imensos, mas há esparadrapos e uma multiplicidade daquilo tudo que podemos trazer para nós, mas custa caro; custa a nossa atenção, custa as nossas incertezas, custa as nossas dúvidas. Custa, que esse sobressalente de nós é de pouca duração a dor disso custa a vigília permanente nisso dia e noite. Batem em nossa porta pela requisição e pela intenção que temos por aquilo que trabalhamos, por um prato de comida ou por um milhão de pratos de comida, a batida é a mesma e depende absolutamente de como olhamos para aquilo, para aquela intenção e está aí por todas as partes exacerbado aquilo que proclamamos em nós e ficamos soberanos e outros também; tem uma comunidade de soberanos. Nessa comunidade de soberanos ficamos mais soberanos, sobrepujamos dentro do esquecimento toda ordem, toda a justiça divina, todo o pleito dessa e fazemos e constamos a nossa própria justiça; talvez façamos a nossa própria lei. Sempre aquilo que proclamamos em nós é em detrimento de outros que ficam menores, então, há muitos maiores e infinitos menores.

Na soberania disso podemos entender como quisermos, mas não para o espírito; para o espírito, para a inteligência divina, pelo Espírito Santo, por tudo que é fortuito na criação se entende de um jeito só e todos tratamos assim: quanto mais esquecimento da potência divina, mais do que proclamarmos, mais distante estaremos, mas um dia precisamos ser chamados e quanto mais distante estivermos, mais distante será o retorno que pode levar uma, duas ou três vidas e quanto mais próximos estamos desse superlativo máximo, a potência divina em nós, quanto mais próximo disso mais potentes, mais instintivos, mais certos estaremos por natureza e jamais faremos e jamais nos proclamaremos maiores em detrimento do menor, jamais.

O que é equânime nisso, no que é justo, no que é direito, ainda não precede e não procede; em todo este reino está em ajuntamentos assim, mas isso tem um grande preço para todos nós: tem uma carga. Essa carga vai para todo o mundo e vale para todo mundo como um gás mortífero que se espalha por toda a terra; respiramos junto e nos acostumamos com esse gás até ficarmos esquecidos do que é o ar puro. Ficamos até esquecidos do que é estar totalmente sadio, ficamos esquecidos daquilo que começaremos a tratar: que estamos presentes. Presentes, um atributo que damos intrinsicamente para o espírito: “Estou presente”.

Quem conheceis todos vós que tem a estadia de estar presente? Que tal estarmos presentes agora sem nenhum esforço?

A revelação deste Portal da Vivificação diz: estarmos presentes significa que a potência divina em nós se realça. Menos potência divina em nós que proclamamos e ficamos agigantados, menos presença, mais discussão, mais dúvidas, mais medo. Mais potência, algo nos dá certeza por natureza e podemos entender que estamos mais próximo ou não, que tratamos como bússola sagrada, exatamente isso: estar cheio ou estar vazio da Graça.

Recordando, mais uma vez, quando estamos vazios da Graça temos os medicamentos que fazem entendermos que estamos com a Graça novamente. Sabei, se faltar uma gota estaremos com a não Graça. Aquilo que se infiltra em nós através de um medicamento não é graça, é um alívio, um pequeno alívio. Graça e alívio, a diferença é gigantesca.

Mais próximo desta bússola sagrada estamos em presença, quer dizer que toda multiplicidade de chamados cessam e estamos em presença, estamos em presença na natureza simples, não como efeito, como a própria causa estar na própria causa da Graça em presença. Fora disso, em esquecimento, só cuidamos do mundo, só nos defendemos dele e só nos proclamamos maiores ainda porque temos medo; agigantamo-nos no medo e o efeito da justiça está em nós e proclama em si mesmo, mas de tudo aquilo que nos dá em troca neste mundo, que nos sustenta, apenas por um pequeno alívio.

Filhos viventes desta vida, como todos nós espíritos da natureza humana que sois e que todos que estão aqui invisíveis, não invisíveis, de qualquer forma porque, como sempre tratamos, numa virada estaremos lá e outros estarão aqui; seremos seres viventes, espíritos da natureza humana em progressão. Não há limite para isso, para aquilo que escurece total ou para aquilo que ilumina total.

Os grandes mestres e grandes santos disseram: faça-se a luz e a única verdade é a luz; o milagre é a luz. O que tende por tudo revelar é a luz; quer dizer que o contrário do que seja luz, o que é sombrio, em esquecimento, tem uma propriedade muito integrante: é absolutamente coletivo. Soberanamente viveis em estadias coletivas sombrias. O que ilumina, o que faz crer e que toda a visão possível divina, que a luz nos identifica como únicos, quando assim o é, ninguém rouba a luz de ninguém e não precisa; ao contrário, roubam e tomam a luz porque é o único presságio possível de algo em retorno possível: roubar a luz. Isso não é novidade para todos os santos que aqui reinaram e trouxeram a possibilidade de algo estar revelado disso. Depois disso trouxeram comportamentos, pecado, práticas e trouxeram junto com isso a possibilidade de não estarmos íntegros, de sermos negociantes. Negociamos a fé, negociamos esta propensão da luz, sendo que a noite negociamos a fé e de dia roubamos a luz alheia por todas as partes desse mundo. Andai em um quarteirão e lá estará residente tudo que tratamos, em um só.

O convite deste Portal da Vivificação nesta presença é que possamos ter uma revelação, até a própria revelação de que pouco importa a revelação, só importa o que proclamamos para nós, mais nada; nada mais interessar do que isso também é uma revelação.

Quando em presença, tem algo que vem por natureza, nasce por natureza, acende por natureza uma gratidão. Como podemos estar gratos em mil chamados por nós? Podemos estar felizes pelo lucro que temos no dia, mas não gratos. A gratidão vem por natureza simples; isso não é uma prática, quer dizer que estamos nos aproximando da potência de Deus em nós. A gratidão é essa proximidade! Essa gratidão é um ensejo. Se temos gratidão, temos gratidão por algo e temos gratidão pela própria sustentabilidade, pelos dons que nos deram para estarmos gratos; por algo que está em nós que nasce e que pode iluminar-se; é a gratidão.

Muitas vezes no mundo a gratidão torna-se desde o princípio, no primeiro estágio, quando estamos com muita fome e dão-nos pão na mão, comemos e temos gratidão pelo quê? Estamos gratos pelo sustento.

Ao estarmos aqui em presença e a gratidão nos aconchegar porque nos sustenta, a potência divina aumenta em nós e ficamos gratos. Imediatamente quando estamos gratos olhamos para cima e vem em nós algo que sobrepuja tudo e oramos; o primeiro tema é: Meu Pai, Senhor, Minha Mãe, que gratidão por me sustentar, por me dar juízo, equilíbrio, por me dar inteligência! Se entramos em oração, o próximo que vem disso é algo que celebra; estamos em celebração, celebramos; celebrar é o ato do Pai e do Filho; do Filho para o Pai. Contido nisso tudo, aquilo que está em progressão em nós, que nunca termina, pode ser alimentado, pode ser curado, pode manifestar a certeza onde só há incerteza. Nisso o medo evapora-se.

Neste apogeu entre nós, que possais todos vós recepcionar, porque estais em presença no primeiro estágio da presença, não estais para lá e para cá sem saber aonde ides, estais presentes. Pode chegar alguém, algo neste mistério enorme, se apresentar e dar-nos aquilo de que precisamos; dar para nós o que precisamos está em multiplicidade de camadas, da mais grosseira à mais sutil e recepcionamos. Talvez isso esteja aguardando meses, anos ou vidas, porque nunca estamos prontos para recepcionar; estamos esquecidos disso, ficamos agigantados.

Recepcionai sem nenhum esforço, apenas pela presença, pela gratidão nisso e pela oração por natureza; é um estado de oração.

Sabei que nesta recepção pode haver milagres, mas sabeis o que inclui nessa? O tamanho dos nossos olhos.

Existe um elemento aqui que denominamos paz viva e ativa e está percorrendo sem nenhum esforço todos nós; o alimento dos alimentos; uma paz viva e ativa, não a paz normativa que temos lá fora que tem distância de nós; está no interior de nós.

Ao recepcionar, cada um de vós que aqui estais, poderá ser intermediário por recepcionar algo que ilumina uma região que assombra, que não nos deixa dormir, que nos angustia. Essa região é uma morada. Se temos algo nessa morada, essa traz para nós uma agonia. Que possais recepcionar esta paz viva e ativa que percorre essas atmosferas escuras. Se percorrer nesta gratidão enorme, que possa percorrer os seres dessas regiões escuras e que possa alimentá-los um pouco. Alimentar todos os desesperos que rondam por todas as partes dessas escuridões das quais fazemos parte.

Sabei, não estamos caridosos, estamos em gratidão. Não estamos tendo um cálculo de caridade para os nossos semelhantes; em beatitude, essa beatitude por natureza faz algo por vossos semelhantes e se estivermos conscientes e se estivermos em presença, muito mais.

Aqui não é uma casa de caridade, aqui é uma casa de revelação do nosso esquecimento ou da grande revelação do que faz esse esquecimento, que abocanhamos com as nossas mãos e que não permitimos que seja de outra forma.

Aqui está um espírito, Eurípedes Barsanulfo, esse espírito de Barsanulfo em sua última encarnação, como a de todos vós, que faz muito pouco tempo, acreditava muito na caridade. Na caridade como ato por nossos semelhantes nos proclamamos grandes e os nossos semelhantes pequenos. Quando não proclamamos ninguém maior em espírito quer dizer que temos uma abundância em nós e agraciamos os nossos semelhantes por natureza; a Graça percorre o escuro retidos da potência de Deus. Esquecidos e sem potência de Deus o máximo que podemos fazer é dar um prato de comida e fazer negócios com Deus, com o Pai, com o Criador. Sem negócios. Ou a abundância reina ou estamos sem abundância. Se estamos sem abundância essa reinou através de nós e está em uma multiplicidade de partes. Essa multiplicidade de partes é todo o coletivo que tratamos, que damos o nome de Quarto Elemento, onde viveis, mas Deus e tudo aquilo que gera e mantém está em tudo. Apenas que empobrecemos ou enriquecemos; a potência de Deus ou a ausência dessa. Repetindo, a ausência dessa significa que abraçamos o mundo de tal maneira que toda essa Graça, essa potência divina adentra a nós e se esvai no mundo e ficamos pobres. Se todos assim o fazem é um entrelaçamento de pobres, mas tem um dono e o dono não está interessado em Graça, em bem-aventurança, em luz. Está interessado em outra circunstância de que nos escraviza, que nos torna imbecis.

Que estejais à vontade e em presença. Recepcionai por vós e sede intermediários desta luz que perpassará por toda a escuridão possível, não importa quem.

Podemos principiar a última fase de todos que vão estar bem próximos.

Salve, filhos e filhas.

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